agosto 19, 2009

Vários que parecem um só

Desgoverno, loucura, disparate, incompetência, e outros que não posso escrever.

 

Primeiro e mais light temos o jogo do Sporting:

- mesmo não percebendo nada de futebol, sendo do Benfica, mas Portuguesa considero que aquele árbitro devia ser apanhado pela máfia Portuguesa, mesmo que fosse criada ali na hora.

Talvez para a próxima não ficasse tão preocupado em defender os Italianos porque se iria lembrar que também nós, portugueses, não gostamos de ser enganados.

 

Segundo e a piorar:

- os professores voltam a mostrar-se muito irritados porque não querem o modelo simplificado de avaliação que vai avaliar a sua evolução em termos de formação, assiduidade às aulas, participação nos projectos escolares…

Pronto é fácil perceber que se nem isto pode ser verificado, voltamos ao mesmo, o que querem eles fazer na escola?

Não me venham dizer que é dar aulas com qualidade, porque se fosse isso, significava que eram assíduos, adaptavam-se aos novos modelos de formação através da sua própria formação e até conseguiam inovar participando nos projectos sendo isso uma mais-valia para as aulas.

Ou seja os pontos que estão nessa tal avaliação simplificada que de tão simplificada qualquer dia não são mesmo avaliados e voltamos ao descalabro de meses sem aulas, aulas sem objectivos, alunos sem evolução.

 

E por fim com sinal de vergonha:

- Os serviços de medicina legal do HSM encerram para férias. Ah pois é, não são os médicos que vão de férias. Não, é o serviço, porque um serviço que só trabalha durante o dia durante o mês de Agosto e faz esperar uma pessoa violada ao fim de um dia até à manhã do dia seguinte para os exames necessários, só pode querer dizer que está encerrado e não serve para o que foi criado.

Esta situação ocorreu ontem no HSM, possivelmente hoje às 8h começaram os preparativos para os exames, imagino que a vítima em questão deve estar num lindo estado.

Para juntar a isto os psicólogos que deviam servir para alguma coisa que não só tratar depressões em consultórios privados também não apareceram.

5 comentários:

Rasalaz disse...

Algo que me contaram sobre o que se passou na madeira.
Numa disputa entre o governo regional e os “médicos” (não sei se eram médicos, enfermeiros, auxiliares, ….), foi apresentado pelo governo as condições salariais, direitos e deveres, os “médicos” apoiados pelos sindicatos não aceitaram e fizeram novas exigências. O governo indicou aos “médicos” que aquelas condições eram as possíveis, eles voltaram a recusar e não recuaram nas suas exigências.
Resultado : O pessoal “médico” foi substituído por médicos contratados.
Alguns talvez tenham ficado a ganhar com esses contractos, mas os parasitas foram varridos, continua-se a prestar o serviço de saúde e se possível aumentou-se a qualidade.

Com os professores, se fossem todos contratados, resolvia-se o problema.

ianita disse...

Bem...

Eu concordo com tudo o que dizes. Mesmo.

Quanto ao comentário anterior... o problema está nas pessoas e não no facto de serem contratadas ou não. Aliás, acho que não é benéfico para ninguém que os professores estejam desmotivados e que todos os anos nem sequer saibam para onde vão. Porque se eles todos os anos mudarem de escola, também não há forma de eles se responsabilizarem pelo trabalho que fizeram, não é?

O problema dos professores, de funcionários públicos, médicos e afins é que estão há muitos anos a trabalhar com determinadas regras (ou falta delas) e lhes custa adaptarem-se a novas regras.

As pessoas mais novas tendem a aceitar melhor mudanças, até porque estão já preparadas para elas.

Da avaliação dos professores, agora dita simplificada, foi tirada a única coisa pela qual faz sentido avaliar um professor: a sua pedagogia. Porque um professor simpático, porreiro, assíduo e que cumpre as regras da Escola não é necessariamente um bom professor.

Kisses
(um aparte para dizer que já fui professora e que acho a avaliação urgente... mas acho que as aulas deveriam ser avaliadas...)

Pedro Fontela disse...

Sinceramente desta vez não concordo muito... a questão dos professores é mais complicada. A classe tem sido muito atacada de forma a ser "domesticada" e proporcionar estatisticas "interessantes" em termos de educação - isto sem falar no cada vez maior controlo partidário na ascenção dos funcionários públicos (a questão da avaliação é quase sempre um voto de confiança pessoa e política, raramente traduz algo profissional). Neste tipo de situação falar-se em reformas da educação é apenas um sinónimo de condicionar ainda mais um grupo que já sofreu bastante. Quando se derem condições a um emprego justo e estruturado com independência pode-se fazer todas exigências e mais algumas mas na presente situação...

bono_poetry disse...

Estou mesmo fora dela,o sporting?ja comecou a epoca?lo..vou ler...e e e o governo despediu os medicos?ai meu deus!!na ilha e que se esta bem...hehehe
saudades dos teus desenhos no meu blog..quando recomecamos?

Cris (Mahinder Kaur) disse...

A questão dos professores não é assim tão simples. Querem burocracia demais e os alunos ficam sempre em segundo plano. Não se deixem enganar pelo que vem cá para fora, porque quem está no sistema é que vê como elas doem. E se há maus professores, porque os há, não se pode meter toda a gente no mesmo saco. E repito, os interesses dos alunos (e já não falo da panaceia que é o sistema de ensino que quer ensina cada vez menos) estão sempre em segundo plano. Interessam só os números falaciosos que se vomita para a UE.