maio 25, 2009

A EDP tem muita lata

Segundo as noticias (leiam que vale a pena):

 

"A EDP recorreu para tribunal contra o Estado depois de a actual equipa do Ministério das Finanças ter impedido que a empresa registasse como custo um donativo de 22,3 milhões de euros transferido em 2005 para a Fundação EDP a título de dotação inicial.

A EDP defende que com base no Estatuto do Mecenato pode inscrever a verba como custo, mas as Finanças têm uma interpretação diferente pelo facto de a fundação fazer parte da própria EDP e, como tal, deve ser tratado como uma despesa de investimento.

Assim, se o desfecho da acção em tribunal for negativo para a empresa, "o impacte financeiro reflectir-se-ia certamente numa menor capacidade por parte da EDP em manter o nível actual dos apoios financeiros à fundação para que esta leve a cabo o vasto programa mecenático que tem vindo a desenvolver junto da sociedade civil e de entidades, tais como a Companhia Nacional de Bailado, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Teatro Luís de Camões, dos quais é mecenas exclusivo, e ainda do Teatro S. Carlos, Casa da Música, Fundação Serralves, entre muitas outras".


Mas como é que é possível que a EDP tenha o desplante de fazer uma coisa destas? Não sabemos todos nós que a EDP continua com um monopólio que a faz enriquecer à custa de todos os que quiseram viver com alguma qualidade de vida e passar a ter luz em casa?

Não foi a EDP que apresentou um lucro que nem sabe o que fazer com ele?

Ou melhor sabe que não vai distribuir pela sociedade que lhes paga a boa vida, nem tão pouco com os empregados que lá trabalham.

O investimento também é uma mentira pegada já que cada um que se atreve a ter luz eléctrica já paga uma taxa para investimentos, que até hoje nunca ninguém me explicou quais foram e o que benefício eu com isso.

 

Tenham vergonha.

1 comentário:

Cris (Mahinder Kaur) disse...

Pois, a gente passa a vida a dizer-lhes para terem vergonha, mas parece que são surdos. É algo inominável, porque ultrapassa todo e qualquer desplante que esta sociedade podre nos oferece. Apetece-me chamar-lhes uns nomes muito feios, mas se calhar as mães não têm culpa (ou se calhar até têm, porque não lhes deram puxões de orelhas suficientes)...
Estou mais que irritada, estou mais que furiosa...