março 01, 2008

Vinha eu de Metro

E porque um Metro é um sítio excelente para se conhecer a real situação do país, quando numa estação se sentam à minha frente duas senhoras, senhoras com aquela idade que já têm direito a ser avós.

Pois bem essas senhoras referiam que apesar de ser o último dia do mês vinham para casa sem ordenado.
Os patrões eram diferentes, mas a situação a mesma.
Ambas tiveram que pedir dinheiro emprestado para comprar o passe dos transportes públicos para o mês seguinte e a ambas foi dito para voltarem, uma no Sábado e outra no Domingo, aos locais de trabalho podia ser que recebessem o ordenado nessa altura, mas não era certo.

Realmente estas coisas assustam-me, mas mais do que isso enervam-me.
Existe tanta, mas tanta gente que com o ordenado de um dia era capaz de pagar o ordenado do mês destas senhoras.

É aqui que se vê a enorme desigualdade que existe no nosso país em termos de ordenados, qualquer simples empresa (ou até “chafarica da esquina”) consegue ter os administradores a “nadar em dinheiro”, a colocar facturas na empresa sobre qualquer coisa não relacionada com a empresa e depois o grupo dos trabalhadores a rezarem todos os meses para que o mês afinal só tenha 20 dias ou a rezarem para que o patrão não tenha “este mês de reformular a casa” porque senão já se sabe que não irão ter ordenado.

fevereiro 29, 2008

Certificados pagos?

Só posso ter entendido mal.
 
Será verdade que se pagam Certificados de Habilitações?
No tempo da "Carochinha" paguei o Diploma de Curso, é verdade.
Recebi um papel amarelado (a imitar um mapa do tesouro), com um selo de lacre e um lacinho, vinha dentro de uma caixa de metal...
Não serve para nada excepto para estar no escritório lá de casa, olhar para ele e pensar... consegui.
 
Mas o certificado, aquilo que era preciso levar quando nos candidatávamos ao primeiro emprego, era pedido na secretaria e já está, mesmo em Universidade privada.
Já achava errado pagar o Diploma, agora pagar também o Certificado de Habilitações?
 
O Certificado não é o equivalente a uma factura?
Não deveria ser a factura do curso que se tirou numa qualquer Universidade?
 
Se eu tiro um curso é claro que tenho que ter direito a um diploma, nem devia ser necessário pedir, devia ser-me entregue automáticamente sem encargos associados.
Para que tiro eu um curso se não me dão a prova de que o tirei?
 
Claro que quando falo em Universidades, falo em todas as escolas, mas nessas não sei se também é preciso pagar por um Certificado de Habilitações.
 

fevereiro 17, 2008

Até tenho uma lagarta

Peluda na minha parede, mas com a ventania que fazia hoje foi parar ao chão, tive que a colocar nos fetos

Um espectáculo, só quando se olha bem para ela se vê que está cheia de pêlos, que tem umas patinhas na frente e que tem uma boca para dar dentadas.

Ah, e faz cócegas quando a colocamos na mão.

fevereiro 06, 2008

Cidadãos saudáveis custam mais

A noticia principal do diário "Global" refere que afinal e ao contrário do que se tem andado a dizer, os cidadãos saudáveis saiem mais caro ao estado...
Mas agora pergunto eu, isto é noticia?
A saúde ou não saúde, o interesse no cidadão deve passar pelo que custa ao Estado?
Não deveria ser antes...
- 99,9% das pessoas em Portugal sabe ler e escrever fluentemente
- 99,9% das pessoas efectua consultas médicas com caracter preventivo
- 99,9% das pessoas preocupa-se com a situação do País
- 99,9% das pessoas gosta ou gostou de andar na escola
- 99,9% das pessoas gostava de voltar a estudar
- 99,9% das pessoas pratica exercicio fisico (eu sou a 0,1% que não pratica e não gosta)
- 99,9% das pessoas tem interesse em participar nas actividades da comunidade
- 99,9% das pessoas toma iniciativas para melhorar a qualidade de vida, sua e dos cidadãos da sua comunidade, do seu bairro, da sua cidade
- 99,9% das pessoas tem tempo para os seus hobbies e incentiva os restantes a fazê-lo também
 
Pronto, não falei em beneficio/custo, mas sinceramente não me parece que tenha interesse.
 

fevereiro 03, 2008

A Natureza é espectacular

Realmente para que se seguem modas e afins… quando temos uma natureza que muda todos os dias, sendo cada dia mais linda que o anterior e que não custa nada?

Só é preciso olhar para ela.

Vejam só estes troncos de carrasqueiro impregnados de cogumelos.



janeiro 27, 2008

Grande confusão

Vai na “cabeça” das plantas.
Ainda não chegámos ao fim de Janeiro e a amoreira cá de casa já está neste estado


Fora as azedas que já apareceram também,


os morangos os pássaros já comeram
Também já tenho narcisos, jacintos e uma nespereira com rebentos.

janeiro 14, 2008

Em directo

É enervante, irritante ver as pessoas, politicos a ignorarem o que se fez, o que se passou.
Como é que é que é possível que a Zita Seabra fale de boca cheia sobre as pessoas que mudam de opinião?
Quem muda do PCP para o PSD, significa o quê? Ganhou juiza depois de velha?
Ou percebeu que talvez tivesse mais vantagens?

Como é possivel ir para a televisão sem conhecer o passado do seu actual partido?
Como é possivel ir para a televisão e para um debate falar de cor?
Como é possivel ir para a televisão e nem sequer conhecer as falas passadas dos seus colegas de partido e afirmar agora a pé juntos que ... nem pensar ... o aeroporto deveria ser na Ota?

Tenham dó, todos sabemos que os politicos mudam de casaca de vez enquando ou mesmo muitas vezes, mas por favor façam-no como deve ser, não nos tomem por estúpidos.

janeiro 10, 2008

Ena, ena ... finalmente

Será que é desta que sai o aeroporto?
Nem quero saber se é ou não o melhor sitio, quem fica ou não a ganhar, quero simplesmente que saia.

Se vamos esperar mais 10 anos e fazer novo estudo aposto que nessa altura será mesmo à porta de minha casa.

dezembro 17, 2007

E voltamos ao mesmo

Todos os dias a oposição (e não só, parece que o Sr. Mário Soares também tem qualquer coisita a dizer) reclama que deve existir um referendo sobre o "Tratado de Lisboa" ou sobre "a possibilidade de um aeroporto na Ota", ou sobre "um TGV", ou outro qualquer assunto que influencie o País (e não só a nossa casa).

 

Mas afinal para que existem eleições?

Para que nos damos ao trabalho de escolher políticos minimamente competentes para tomarem decisões?

Para que lhes pagamos todos os dias o ordenado?

 

Não será para estudarem, pensarem, tomarem decisões sobre assuntos para os quais não estou minimamente habilitada para tomar uma decisão, nem eu, nem o comum dos mortais?

 

Alguns "iluminados" que teimam em exigir um referendo, nem tão pouco estão capacitados para decidir sobre o assunto e qualquer decisão vinda desses mesmos "iluminados" baseada nos mais diversos princípios, morais e bons costumes, "que jeito dava", preconceitos ou outro motivo qualquer, tão inválido como os anteriores só servirá para retirar funções e trabalho ao governo eleito por nós, ou pelo menos pela maioria.

 

Cada vez que ouço falar "é preciso um referendo" … até me arrepio! Será que tenho que ir estudar a constituição? Será que devo tirar um curso de engenharia? Será que se tiver explicações de Inglês também posso discursar numa cimeira qualquer?

 

E já agora qual o critério para se fazer ou não um referendo? Existem critérios de selecção? Tipo:

- "oh lá, lá… isto pode prejudicar o preço do meu terreno e da minha casa, talvez seja melhor começar já a orientar o pensamento dos meus vizinhos, dos vendedores de rua, dos taxistas, dos camionistas, … e por fim lançar uma campanha "Pró-Referendo!"

Ou então:

- "eles estão a ganhar terreno, por este andar vão ganhar as próximas eleições, é melhor iniciar já o "circo" para que se mantenham distraídos de outros problemas."

Ou ainda:

- "Hmmm! Preciso mostrar-me inteligente e conhecedor do assunto, umas frases do livro estrangeiro que tenho lá em casa vão ajudar-me; se descobrem que tenho empresas envolvidas no projecto perco a jogada; tenho que me manter do contra para que não desconfiem"

 

Ou melhor o que gostava de saber era mesmo … são só estes os critérios de decisão?

dezembro 10, 2007

A comitiva da Cimeira de Lisboa

Pois é, tal como eu quando vou trabalhar para fora, também os colunáveis da Cimeira gostam de ir às compras no país que visitam.
Talvez exista uma pequenina diferença comigo, mas minima; é que eles andavam com vários seguranças à volta e tinham sempre alguém para levar as compras que eles escolhiam com um simples olhar, o pagamento não vi como era feito, mas imagino que fosse com o Cartão Corte Inglês, como eu, eheh!
 
Fantástico!
Mas o que eu gostei mesmo, foi a forma discreta com que se moviam!
 
Se não levassem tantos seguranças,
não andassem tão direitos e com "caras de maus",
aposto que ninguém teria vontade de lhes pregar um susto, assim ... estavam mesmo a pedi-las!
Eu que sou uma "Santa Alma" não resisti a meter-me com os seguranças, 'tadinhas eles estavam tão compenetrados.