junho 02, 2009

Médicos que não são médicos

Segundo noticias que saíram e que eu acredito, tendo em conta o que já ouvi sair das bocas dos médicos sobre o assunto, "Médicos impedem acesso de pensionistas a genéricos grátis".

Não, não é mentira, nem ninguém está num filme de terror, existem mesmo pessoas que se intitulam médicos, mas que afinal não o são.


"Alguns clínicos continuam a receitar medicamentos de marca, proibindo a sua substituição, impedindo assim o acesso dos pensionistas com reformas inferiores ao salário mínimo aos genéricos gratuitos, uma medida que entrou em vigor segunda-feira."

 

Digam-me lá se isto é normal?

Mas não existe uma forma de acabar com estes nichos de incompetência, hipocrisia, e outros adjectivos que não posso dizer aqui?

 

Confesso que comparo estes "senhores que se chamam médicos e a quem a Ordem mantêm no lugar" aos que "brincam" com os combustíveis e que também dizem que os combustíveis que se vendem nos "hipers" são piores do que os que se vendem na GALP, na BP e por ai.

Claro que são diferentes, mais baratos, porque vêm todos do mesmo sítio, são tratados da mesma maneira.

Mas pronto esses não brincam com a saúde de ninguém, agora os médicos sim, e a esses exige-se uma maior consciência, respeito pelas pessoas, integridade e muitos, muitos menos erros, ou talvez até nenhuns. Vá lá, aceito que se enganem no dia da semana, não com a vida das pessoas, ou então não estão preparados para serem médicos.

2 comentários:

Cris disse...

Essa é outra questão que me dá nos nervos. É que ser médico nos dias que correm corresponde a uma carreira e não a uma vocação. Estamos nas mãos de verdadeiras máquinas de facturar, pouco ou nada importados com o paciente. Ficar doente? Olha, o melhor é esperar calmamente pela morte. O que coloca outro problema: quem fica ainda vai pagar um balúrdio pelo enterro.Porque até para morrer é preciso ser rico. Já estou como diz a fada: "não há nenhum alien simpático para me levar daqui?"

R. Rudoisxis disse...

Para quem cada centimo faz a diferença, tantas vezes para ter uma refeição condigna esta medida realmente é excepcional.
Como sempre os mais desprotegidos e com menos recursos, vulgo pobres é que pagam a factura.
Questiono-me se as viagens e outros presentes dados pelas farmacêuticas aos médicos acabaram?
Certo é que os delegados médicos são recebidos à frente dos utentes com sorrisos de orelha a orelha, e os doentes com caras carrancudas como se nos estivessem a fazer o maior favor do mundo.
A melodiosa musica do tlim tlim das moedas de ouro....
Gosto da tua visão do mundo no teu blogue.
Bjs