novembro 20, 2007

O relógio parou

Ao fim de tanto tempo a ser arranjado, o relógio da rua Augusta voltou a parar
Eu gostava tanto de olhar para as horas e de o ouvir tocar!
Terá sido a chuva da noite?

Esta ía ser a Árvore de Natal ...


de 2007, mas o meu Elvis achou que lhe tinha saído a sorte grande ter sido deixado sozinho da sala com um vaso cheio de areia e melhor ainda com um pau lá dentro…

Isto tudo só para ele? Só podia ser o Pai Natal ter chegado mais cedo! Ou então assustou-se com o esqueleto e achou melhor mandá-lo para os anjinhos.
Agora tenho que pensar numa forma de esconder a areia (parece-me que a “saia” para a árvore não vai chegar) e de o manter afastado de tanto pau com cheirinho a pinheiro.

novembro 19, 2007

E piquetes anti-greve?

Não há? A minha opinião sobre a “greve” é muito critica; sou totalmente a favor sobre a sua existência e sou totalmente contra os que obrigam os outros a fazer greve, como os tais “piquetes de greve”.

Ora se uma pessoa pode fazer greve quando quer, porque não podem outras pessoas não fazer greve e continuarem a trabalhar?

Os grevistas da ValorSul, e não só, deveriam perceber que com o facto de obrigarem as forças de segurança a defender os direitos dos que não querem fazer greve, lhes tira toda a razão que eventualmente possam ter. Nunca foram necessárias forças de segurança para proteger os grevistas porque nunca ninguém os impediu de fazer greve, então deixem os que querem continuar a trabalhar descansados.

A greve existe num clima de liberdade social, os piquetes de greve pelo contrário já fazem parte da repressão social.

novembro 15, 2007

A vida está esquisita

Dantes encontrávamos nas estações do Metro e dos Comboios, máquinas que vendiam Coca-Cola, Sumol, água, bolachas, batatas fritas …

Agora … encontrei uma máquina na estação do Metro que vende … “refeições”.
Acreditam nisto?

Primeiro, acho estranho que se por acaso se vai a correr para casa, as pessoas não fiquem contentinhas com uma sandes e um copo de leite (eu fico feliz da vida se o jantar é esse)



Depois, sopa; não é uma boa opção para quem chega tarde, não demora assim tanto a aquecer


Terceiro … comer de máquinas ???
Eu já fico doente se tenho que comer sandes de uma máquina, sai sempre gelada e nunca com o pão que eu quero.

Quarto… andamos mesmo com uma vida desgraçada, nem para comer já existe tempo ou paciência.

novembro 14, 2007

Raio da Miúda

Lembram-se de uma história já antiga (inicio do ano lectivo) sobre uma nova paixão da minha criança?
Pois é verdade, já tem desenvolvimentos.

A criança ontem estava chateada e com razão, então não é que ao fim de tantas tentativas, tantas demonstrações de paixão e finalmente da pergunta chave “queres ser minha namorada?”, o raio da miúda teve a lata de na festa de SºMartinho da escola, responder que “não”.

Mas quem é que ela julga que é?
Ontem vi a foto dela, e percebi logo porque tinha sido escolhida…
Tem a mesma cara “de pêlo na venta” que a primeira, só que a primeira foi “apanhada” muito mais novinha e ainda não tinha coragem para dizer que não.

Não sei se vai dar tristeza, mas já sei que existe:
- uma Mariana que é mais esperta do que a Ana
- e temos sempre a Joana que sendo mais velha dois anos, já adquiriu alguns direitos pelo facto de ter sido a primeira e eu conheço os pais e até gosto deles.

novembro 08, 2007

Sem comentários

Lido:

"Chupar relaxa"




Calma, eu contextualizo. A frase que estava em evidência numa caixinha de rebuçados bem colorida.

novembro 05, 2007

O Outono

Cedido a Sabor do Olhar , a minha representação do Outono.


Ainda pensei dar a representação da minha criança que é muito mais simples do que a minha: No Outono não há luar!

Claro que felizmente este ano anda todo feliz, já o conseguiu ver pelo menos uma vez e quase todos os dias descobre a lua.

com canetas de feltro e lápis de cera.

novembro 02, 2007

Já entrei no espirito Natalicio

Voltei a ser simpática com quase toda a gente e na maioria das situações, só vejo luzes (algumas afinal são enxaquecas a chegar, mas pronto), coisas que gostava de oferecer, presépios, ...

Nos entretantos já tive uma conversinha de "pé-de-orelha" com o Sr.Pai Natal e se fosse a ele começava a trabalhar a sério nos assuntos que estão pendentes do lado dele.


Eu, o Pai Natal e Lisboa, na época em que as únicas idas a Lisboa se faziam no Dia da Espiga e nos Sábados mais próximos do dia 1 ou 8 de Dezembro, a única coisa que se mantêm é o cabelo comprido.

outubro 31, 2007

Há letras de canções que se mantêm actuais

E são essas queeu considero fantásticas
Hoje vinha a ouvir na excelente estação de rádio M80 (96.6), sobre a qual não me canso de fazer publicidade, uma canção a que dei particular atenção "Demagogia" da Lena de Água.
Ouvi imensas vezes aquela canção, mas a idade com que a ouvi não incluia preocupações politicas nem afins, por iss agora é que lhe dou a real importância.

Aquela simples frase:
"Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira"

diz tudo sobre o que acontece actualmente na sociedade, e não é só na politica, é igual nos locais de trabalho, nas lojas, nos relacionamentos de um dia ... em qualquer sitio. Quem não tiver este dom o melhor é pensar em ir viver sózinho para o cimo de uma montanha.

Se quiserem a letra completa podem confirmar que se mantêm totalmente actual:


Demagogia

Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas

Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral

Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira



Letra e música de Luís Pedro Fonseca
Álbum Perto de ti, Lena d’Água 1982

outubro 26, 2007

Diários gratuitos

Os jornais de distribuição gratuita estão a dar cartas.
Todos os meses parece que nasce mais um, já nos damos ao luxo de escolher qual queremos ler ou se queremos ler todos.

É excelente e cumprem a sua função na perfeição, pelo menos comigo:
- apanho 2 à entrada no metro que normalmente consigo ler até ao fim da viagem,
- depois apanho mais 2 ou 3 à saida do metro que me dão para a viagem a pé,
- o que fica por ler vai dar para a viagem de regresso a casa.

Excelente, mesmo com algumas noticias repetidas valem mesmo a pena, e sem dúvida que as pessoas aderem, claro que existem sempre aquelas que olham com uma cara de enfado para a pessoa que distribui o jornal como se o jornal estive com um vírus qualquer, mas esses ignoram-se.

E as pessoas estão de tal forma a aderir às noticias diárias que já fazem questão de informar:
- a concorrência está a dar brindes hoje, o que é que vocês dão?

Que pena não existir mais concorrência em outros sectores, e de fossemos mais exigentes será que passaria a existir?