outubro 22, 2007

Não tenho cá vindo ...

Mas não é por isso que tenho deixado de acompanhar as noticias e até tenho tido “histórias” que valiam ser contadas, mas como a maioria não se passou comigo e as pessoas envolvidas não se queixam … para quê ser eu a falar do assunto!!

Ando a aprender umas coisas ultimamente e uma delas é:

“não vale a pena ajudar quem não se ajuda”.

Só para terem uma ideia, eu tenho a desgraçada tendência de “gritar” contra as injustiças (pelo menos que eu considero injustiças) e normalmente ainda mais quando as situações envolvem outras pessoas que não eu.

Durante muito tempo, anos até, sempre fiz questão de dar a minha opinião sobre situações que me revoltavam, enfrentar chefes, enfrentar colegas, passageiros de autocarro e Metro…
Raramente conseguia ficar calada quando, por exemplo, no Metro entrava uma grávida ou alguém com dificuldades em andar e ninguém lhe dava lugar. Revoltava-me a indiferença das pessoas, o egoísmo…, mas até nestas situações aprendi.

Entrou uma dessas grávidas sem lugar para se sentar, levantei-me e fiz questão de lhe indicar o meu lugar …

Respondeu-me: não me quero sentar!
Insisti: mas é perigoso ir em pé e o lugar é seu, pode cair
Resposta prontíssima que me deixou de boca aberta: e se cair qual é o problema?

Escusado será dizer que eu não me sentei por teimosia e ela não se sentou porque não se queria defender de nenhum acidente… o lugar ficou vago até à saída dela, 5 estações à frente.

Agora só me levanto depois de ter chamado a pessoa e de ela concordar em sentar-se, senão nem me mexo.

E isto é só um exemplo com um desconhecido, porque com conhecidos as situações ainda são mais caricatas.

Muito se aprende em cada dia de vida em sociedade.

outubro 13, 2007

Parabéns a mim

É verdade.

Este cantinho faz hoje um ano.

Fantástico, isto de ter um blog para falar do que me vai na alma é do melhor que há.
Só tenho pena de não o ter mesmo ao meu lado quando deparo quando algumas situações, muitas vezes vou no carro a ouvir rádio e penso “- bolas, devia ter o pc aqui à minha frente, tenho que comentar esta noticia”. Mas depois quando chego perto do pc deixo de ter tempo, já não me lembro e fica assim, o que é uma pena, pelo menos para mim que fico a ferver tantas vezes com o que ouço ou vejo.

Mas não pensem que me esqueço de todos vocês que me visitam pelo contrário, muito obrigada a todos, porque omitir opiniões e divulgar situações é muito bom, mas precisa sempre de ouvintes e de outras opiniões.

Obrigada e conto com vocês para continuar o meu mau feitio.

outubro 09, 2007

Assim não é justo

Eu sei que não é de pessoa culturalmente evoluída ou lá como se diz, mas uma coisa é certa eu leio sempre o meu signo sempre que o apanho nos jornais que me vêm parar à mão.

E claro, se contam maravilhas até acredito, pelo menos durante 5 minutos, se só dizem desgraças ai realmente concordo com os “culturalmente evoluídos” e sou capaz de dizer que aquilo é tudo falso.

Mas desta vez fiquei desiludida, bolas, ao menos podiam fazer um esforço para se coordenarem, assim não é justo.

O que aconteceu foi o seguinte, vieram parar à minha mão no mesmo dia 4 jornais diários e não é que nenhum dizia a mesma coisa?

Reparem só:

DESTAK:
Amor: Não tenha medo de amar verdadeiramente, mesmo que já tenha sofrido muito.
Saúde: Procure estar mais atento relativamente à sua saúde.
Dinheiro: Provável aumento das suas finanças.

(do melhor, este vou acreditar)


Meia Hora:
Não será o dia ideal para resolver uma hesitação. Os contactos com alguém do estrangeiro ou com experiências de vida diferentes da sua poderão ser uma boa solução.

(bom, está a piorar, mas não é o fim do mundo)


Global
O seu trabalho será rentável. Estão protegidos os nativos que exercem profissões que exijam trabalho em equipa. Sentir-se-á apoiado.

(vá lá, já voltámos a melhorar)


Metro
“O fraco jamais perdoa, o perdão é características dos fortes, dos Grandes.” (Ghandi) A que grupo pertence? Á que prová-lo na prática.

(mas de onde saiu isto agora?)


E agora em qual acredito? Ou então a solução passa por só receber um jornal, sim porque deixar de ler o meu signo, não vou.

outubro 01, 2007

As primeiras aulas

Tentando conhecer o gosto ou não pela escola da minha criança, todos os dias o invado com perguntas sobre como correu, quem são os colegas, se já têm nome, quem fica ao lado dele, quem fala mais, o que fez, o que mais gostou de fazer, como se chama a professora, quais os trabalhos de casa, …

Enfim, questões e mais questões que umas vezes são respondidas outras só têm como resposta “és uma chata, já te disse que não sei o nome da professora” ou parecida.

Mas no início da segunda semana começaram a chover novidades, para felicidade aqui da mãe.

Ora bem, nem sei por onde começar, talvez pela primeira que soube:
Filho: - já tenho um amigo novo.
Mãe: - Boa e como se chama?
Filho: - sei lá, é só meu amigo, fazemos os dois as mesmas coisas e conversamos muito.

(conclusão da mãe: realmente, para quê saber o nome)

Segunda:
Filho: - a joaninha já não é a minha namorada (era desde os 3 anos de idade)
Mãe: - então?
Filho: - arranjei outra, mas ela não percebe o que lhe digo.
Mãe: - porquê?
Filho: - dou-lhe recados, mando-lhe beijinhos e ela nunca me responde.
Mãe: - se calhar é envergonhada!
Filho: - não, ela só quer falar, até já escrevi o nome dela mais um coração e o meu nome e ela não percebeu.
Mãe: - olha que deve ter percebido.
Filho: - mas não disse nada nem fez nada…

(o resto da conversa desenrola-se sempre sobre a dificuldade de compreensão da menina e já vamos em 4 dias de conversa sobre o mesmo tema.)

(Conclusão da mãe: se a menina se está a fazer de difícil para o meu filho vou convencê-lo que ela não presta para ele e deve partir para outra, só lhe dou até ao fim desta semana)

Terceira: (inicio das aulas extracurriculares)
Mãe: - então como correram as aulas de actividades físicas e desportivas?
Filho: - ah! Fizemos um joguinho da treta!
Mãe: - que jogo foi esse, perdeste foi?
Filho: - não, só deixaram jogar os da 2ª classe.
Mãe: - então, mas como era o jogo?
Filho: - tinha uns tracinhos e mais um pauzinho e íamos acrescentando pedaços!
Mãe: - espera ai filho, explica melhor.
Filho: - não sabes nada. Assim (e desenha no ar) não estás a ver? No fim desenhamos a perna!
Mãe: - ah! Já sei qual é, mas esse jogo vocês não podem jogar porque não sabem ler
Filho: - treta!

(conclusão da mãe: para o caso de não terem percebido… era o jogo da forca”)


Conclusão das 2 semanas: os trabalhos de casa são a grande dificuldade… 30 min sentado a fazer os trabalhos ao lado da mãe… vai ser duro.


P.S. texto disponibilizado a
o sabor do olhar

setembro 28, 2007

Para que conheçam

Encontrei as fotos da mãe e do pai, da filha do administrador.

Não estão o máximo?


Que lindinhos, hem?

Ele com um cabelo magnifico e ela com uma carinha de quem largou pela primeira vez a mão da mãe.

Nem pensem se estão à espera que vos mostre as minhas fotos equivalentes a estas tenras idades.

setembro 27, 2007

ZEN#2007-001 (atrasado)

Deixem-me esclarecer primeiro uma coisa, eu não sou desenhadora de BD (mas tenho pena) apenas gosto de desenhar, mal ou bem.

Esta tira está a sair bastante atrasada porque devido à “falta de transportes” não consegui disponibilizá-la na altura devida mesmo assim não quis que ficasse escondida.


setembro 14, 2007

Primeiro dia de aulas

É um dia desgraçado!
A criança fica na escola a “sério” pela primeira vez e eu tenho que sair da sala de aula, que chatice.

Aquele cheirinho a livros e cadernos, cartolinas enormes e coloridas (eu só tinha a branca porque a preta só apareceu 5 anos depois), mochilas brilhantes e ainda sem esfoladelas nem riscos, livros coloridos até mais não e ainda de páginas coladas, uma professora sorridente, lápis de cor, lápis de cera, afia, borracha, as secretárias todas lavadinhas, o chão encerado, …

Só me traz vontade de voltar para a escola, que saudades de aprender coisas novas todos os dias, de ter colegas animados todos os dias, de escrever com a mão e não no computador, de me pedirem para fazer desenhos, de brincar com os números, de fazer experiências com as cores e materiais, de pintar no chão, …

Ai ai, eu não devia ter saído da escola, devia lá ter ficado ou como aluna (tinha que ter arranjado uns pais bem ricos) ou como professora.

Agora estou desejosa que comecem os trabalhos de casa, será que ainda se chamam “TPC”?
Será que continuam a existir as cópias, os ditados, a leitura de dicionário?

E será que ainda se faz o dicionário de sinónimos e ilustrado? Este era bem giro.

E quadro de honra, será que existe?

Bom, nunca mais é hora de ir para casa para saber estas coisas todas.

setembro 13, 2007

Ainda os "Lobos"

Derreti-me com os “Lobos e o Hino”.
As imagens dos “Lobos” a cantar o Hino Nacional deviam ser um vídeo obrigatório desde a Infantil.

Foi lindo ver gente grande, grande a cantar o Hino de Portugal com aquela garra, porque é só assim que ele deve ser cantado.

Eu que me emociono sempre que canto ou ouço o Hino ( o meu filho fica com chuva nos olhos ) fiquei ainda mais ao ver aquele grupo tão expressivo.

Grandes Lobos, que as vitórias sejam todas vossas.

setembro 07, 2007

Só uma pergunta

O que acham se começasse a aparecer por aqui uma tira de BD com esta criatura horrenda?

Andam a sair algumas “opiniões” minhas deste género em outros fóruns, mas limitam-se a temas relacionados com um pequeno universo de pessoas, o que para mim é pouco, queria uma coisa mais à escala planetária.

O que acham? Não garanto a periodicidade e os temas poderão ir desde o cãozinho que atacou a salsicha do senhor do talho como até às crocks do presidente Bush ou até mesmo aos novos planetas que começaram a aparecer.

setembro 03, 2007

Oportunidade de negócio

Acho sempre fantástico a forma como algumas pessoas têm o sentido de negócio apurado, em contraste com o meu que é nulo.

No evento Red Bull este fim-de-semana no Porto às 10:00h da manhã, já existiam pessoas a vender banquinhos para se assistir ao espectáculo mais confortavelmente.


E depois é assim, não foi uma coisa que a senhora foi à gaveta e trouxe. Não.Teve que ser planeado com antecedência, porque vinham vários embrulhos, muito bem embrulhados com fitas a fechar.
E foi ver vender …
Ah, mas um pormenor, no fim da venda a senhora apanhou todos os papéis e todas as fitas do chão e foi deitar no lixo.
Ao contrário do que aconteceu no concerto dos Xutos em Belém, onde ainda antes de ter começado, já umas senhoras com aspecto de “rato de biblioteca” atiravam copos de cerveja para o chão.